segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Há dias que ex-correm para amolecer os corpos.

Corpos molinhos se esticam-esticaaaam... Espremeem-espremeeeem em busca de si mesmos.
Às vezes nesse movimento, podem até soltar um caldo de aperto-aliviante do fundo do peito.
Fresquinhos, corpos tem mais possibilidade de se auto-alcançarem.
Às vezes relam-se! Conseguem no esforço máximo de uma estica-ação encontrarem-se instantaneamente  a si mesmos! Mesmo que em questão de segundos, o limite os alcance e os devolva em um movimento estilingado, in verso, para a posição inicial da busca.
Apesar de desencostados na maioria dos momentos, nesses dias uma coisa é certa: mais perto se chegam.
É em dias como esse que mesmo sem perceberem, algo úmido neles, sorri radiante, silenciosamente.
Algo é misteriosamente encontrado. Mesmo nos desencontros. Mesmo que não se saiba.

Quantas serão as partes que desconhecemos em nós?
.
Não sei quantas ou que partes são essas...
Mas sinto que algumas delas, se abraçam forte em dias de chuva.