Textos são como frutos.
As palavras amadurecem dia a dia,
depois de brotarem cada uma em seu galho, em sua linha.
Sinto que não colherei nada.
Nenhum tempo me é suficiente para uma maturação completa.
Morrei de fome?
Palavras me adentram por outros lugares que não a boca.
A natureza é sábia!
Nos olhos do outro me enxergo.(?) Não deveria eu estar enxergando os olhos do outro? Enxergando os olhos, enxergaria o outro? O que o outro enxerga em meus olhos? Todos os olhos outros que já enxerguei em mim?
sábado, 29 de junho de 2013
quinta-feira, 27 de junho de 2013
A coisa
Que porta é essa?
O que passa por essa pequena fresta?
O que pode passar?
Uma corrente fria de vento aproveita o espaço vez ou outra.
A porta balança milimetricamente, mas acaba imóvel na posição de início.
Ainda assim: os sutis balanços provocam tremendo estrondo.
Ainda assim: os sutis balanços provocam tremendo estrondo.
É notável que coisas grandes não passam pela fresta.
A não ser que tentem se espremer...
Mas algumas coisas não podem ser espremidas.
Perdem a forma e o sentido se assim tentarem.
Coisas que já conheceram o disforme não têm mais essa ousadia.
O que falta passar?
Que coisa é essa, última da fila,
que espera ansiosamente a possibilidade de passar
para finalmente fechar a porta,
que espera ansiosamente a possibilidade de passar
para finalmente fechar a porta,
e se jogar aliviada no conforto do sofá mais próximo
sendo acarinhada pelo calor de uma bela xícara de café?
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