quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Inexato perfeito

Ao cair mais uma, fiquei insistentemente perguntando-me quantas já foram. Martelando mesmo, como dizem...

Inútil. Nunca saberei. E também, para quê números?

Gravados em mim muitos dos motivos, quiçá todos, mesmo que esta minha memória não destaque mais alguns, lá estiveram elas, cúmplices testemunhas, assinando-os com seu sal - elas sim podem narrá-los com mais precisão.

Cada instante.

Tentar contá-las é tentar estipular valor a cada um.

Inútil.

Tudo grande demais. Não cabe. Transborda.
Imensidão que de maneira tão pequenina continua a se manifestar no que brilha e escorre teimosamente pela face.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Morada

As luzes quentes que ofuscam e cegam, simplesmente clareiam meu sorriso de alegria, aquele que nasce de dentro e se esparrama da cabeça aos pés, a partir do lacrimejar de olhos esperançosos. No escuro, na espera alegre, vejo mais que panos pretos. Vejo coxias, espaços de sentido, preenchidos por suor, trabalho, luta, concentração, ansiedade, e finalmente: o alívio de toda a satisfação que preenche.  Dos corpos em movimento vejo almas em desejo, buscando o que arde, acende e estremece todo o ser.
 Ahhh querido palco do acolhimento, você vive em mim, e eu, em você.

Assim sempre será.



“Tudo dança hospedado numa casa em mudança.”
(Leminski)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Continua-ação

Palavra-abraço
Olhar-saber

Enxerga:
Traduza-ação
Situa-ação
Despressuriza-ação
Memoriza-ação
Esquecer-cuidado

Enfrentamento.

Nietzsche
Cita-ação:
Abismo-desafio
Desafio-abismo
Ponte-desafio
Desafio-ponte

Construção.


Máscara-oxigênio:
a minha
respira-ação
cuida
de
mim.


Máscara-pausa:
a minha
respira-ação
cuida
de
mim.


Não-máscara:
a minha
respira-ação
cuida
de
mim.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Aprendi

Aprendi a calar quando mais quero dizer, porque sei dos ouvidos.
Aprendi a rir da, com e para a minha própria desgraça, encará-la, mastigá-la
na tentativa de torná-la mais amena, mesmo sabendo não anular a sua existência.
 Sei que ela ainda fica cravada em mim, sorrindo. Mas sorrimos juntas.
Parece que aprendi a me esconder mais explicitamente do que me escondia antes.
E como um dia eu já escrevi, continuo tendo medo dos escudos mudos.
Apesar da dor de qualquer esconderijo, minha principal luta é não me esconder de mim mesma.

Não me entendam!
As entrelinhas reduzem, mas também imensam...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre  escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre escorre...



Mas não lava.







Como aguentar-se?
As dores que não sabem que doem... Multiplicam-se?
Às palavras que faltam, ou aquelas que se fazem presente.
 Aos contatos que não sabem que doem.


Afeta, não há como, afeta.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Progredir

Vidas doadas ao nada?
Fictício dominador.
Moedas caindo
Acima a sorrisos
Que amenizam dor.


Ruídos febris (gemidos doentis)
Maquinário infeliz: ser humano.
Ser humano, ter humano, não humano.
Ser humano? Ter humano, ter humanos...
Coisa humana? Humano coisa.


Relógios parados
Ponteiros de destruição
Lixo com mãos que tornam-se lixo
Vai-vem da ação
Vazio...Vácuo...Viver vão?






Para aquele que fez de tudo para eu me reconhecer nas palavras.
Por todo o seu esforço para o meu primeiro livro e para meu livro mais recente.
Por toda a sua luta, por todo o seu suor, por todo seu amor.
Por todas as páginas que você quis tanto e não pôde ler.
Por todas aquelas que vai lendo aos poucos e troca animadamente comigo.
Pela a universidade que você está lutando para cursar.
Por cada potencialidade que não pôde desenvolver, e por todas as que você carrega.
Pelo tão pouco que é te agradecer.
Te amo imensamente, querido pai.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Parece estar brotando...
Não, não pode brotar!
Pode?

Do sentido

Forcei violentamente as minhas grades.
Abri um vão na tentativa de enxergar melhor.
Sabia da dor de entortá-las, mas era necessário.
Descobri que elas não são a prisão que eu imaginava, talvez nem grades.
É o que me coloco e sei que posso retirar, mas quero, preciso, e faço ficar.
É como diz Adélia Prado: cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é.

O que é essencial e brilha nos meus é a construção.

sábado, 5 de novembro de 2011

Caro escudo mudo mude-se de mim!

Ao que há por trás: mostre a sua face!

Eu sei, sinto escorrer as lágrimas de quem chora compulsivamente uma

força-castelo-de-cartas-ao-vento.

As brisas são muitas, e das mais egoístas.

Carregam destruíção-furacão.





Por isso sumo silenciosamente,

Dissolvo vagarosamente...





Não posso com elas.

Esqueçam-me. Não existo. Nunca existi.

Não perceberão, pois fazem barulho demais.

Estão muito ocupadas com si mesmas.


Dissolvam-se no próprio ar!



Deixem o meu respirar!








sábado, 22 de outubro de 2011

Sem rega-dor, rego asas


Repudio os pés prisão,
Chão, fique com as minhas sobras!
Tanto já foi arrancado...

O comodismo da dor é seco. Nego-me a regar o que é morte.




Apesar do incomensurável peso das raízes quebradas,
São as asas que devem mover.



Frutificarei.

domingo, 16 de outubro de 2011

Percebo como me engano.
Num ínfimo instante esclareço e perco. Voa o pássaro negro que não quer pousar para que eu possa encará-lo de olhos vermelhos.
É luta manter aqui.
Manter o que perturba, o que me deixa irritadiça, para poder assim tentar dar nome, talvez cor, talvez cheiro, gosto, mesmo que amargo... Digerir para depois quem sabe, vomitar tornando ação.
Luta sim, uma das mais difíceis, aquela que já se dá por nocauteado no chão, quando já se está caído, encolhido, mas que algo não físico, uma força tão abstrata (talvez vontade, quem sabe esperança) ainda faz os músculos persistirem num levantar de último segundo.
De onde vem esse sufoco, essa falta de ar?
Foram os socos? Foram os olhares de desprezo? As ações de egoísmo? Os escudos em forma de orgulho, de arrogância que me atingiram?
É tanta defesa agressiva!
Como explicar as marcas que me atingem?
Afetam. Sem afeto. Doem profundamente.
Incômodo. Sou eu? São as pessoas?
Ando incomodada com a minha falta de coragem de colocar alma nas minhas palavras e ações.
Por que não sorrir, não tratar com todo o carinho, não se preocupar com o outro quando o que eu mais quero é isso?
Será demais para as pessoas? Será que querem receber?
Irei me machucar como ando ouvindo aos montes por aí?
Estarão me esperando com punhais escondidos atrás das costas?
“Não vale a pena, não seja ingênua!”
Para mim tem que valer. E vale. Eu já me machuquei e sim, ainda posso e é bem provável que vá, assim como também poderei machucar, mas por causa disso ficarei aqui sentada olhando as minhas velhas cicatrizes e remoendo a dor que me causaram? Ou sairei correndo para sentir novamente o vento no rosto, mesmo que eu acabe levando novos tombos por esses novos caminhos a percorrer?
Não é porque podem me dar socos que já estarei com as minhas mãos preparadas.
Eu quero e busco os abraços.
Não é porque se age com egoísmo que vou agir a partir dele de antemão, como precaução.
Não é porque podem me tratar como objeto, que irei tratar as pessoas como tal.
Essa não é minha pressuposição, o pior não pode sê-la. E se acreditar nisso for enganar-me, esse acreditar no bom, engano-me com o melhor sabor que posso carregar.
Não quero a frieza da resistência, não quero me esconder por receio.
São tantos os escudos...
Não quero ser mais um em mim. Não quero ser mais um nos outros.
É dar a outra face?
Eu quero é ser inteira, e sim, sou extrema limitação.

sábado, 15 de outubro de 2011

Sem abrigo

 O papel me amedronta.

É como se o contato das palavras com a sua superfície gerasse um choque de significado, que ambos deixassem de se compreender.

É como se a tinta presa e a fibra do papel estivessem à contra gosto, um no outro.
Será a tinta desenhada em forma de palavra,  considerada apenas um borrão insignificante pelo papel?
Será o papel considerado pela tinta, pela palavra, uma superfície inapropriada para sustentar o peso que carregam?

Imploro:
-Papel em branco, em mim elas não podem mais continuar, ajude-me  a fazê-las aceitar!
-Palavras, vocês sabem que precisam de um lugar para repousar!

Mudos e de rostos virados entre si e para mim,
Continuo sendo, nesse conflito,

 Rabisco
                 flutuando
                             no
                 ar...







domingo, 9 de outubro de 2011

Nem tudo que reluz...

O homem é como Midas.
Onde toca, transforma.
Por isso é preciso estar cuidadosamente atento ao modo no qual toca, ao que, e a quem toca.
Pensando estar transformando tudo em ouro para o bem próprio,
Pode estar paralisando a todos:
O brilho dos olhos, as esperanças que movem,
A  beleza e o aroma de uma flor , o sabor único de uma maçã,
 O sabor da vida.
 Mas fazendo isso, também paralisa e destrói a ele mesmo.
 De mãos sozinhas, se dá conta de que não é mais possível o alimento de si próprio.




Que as mãos sejam dadas para que o ouro tenha sentido.
E que o sabor,
Ahh! Que o sabor floresça!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A cor do movimento


Foto.
É tanta vida congelada.
Olhar o preto e branco do desconhecido
Me dá uma saudade
De um passado
Que eu não vivi
Mas que já foi presente:
Olhos que brilharam,
Mãos que trabalharam,
Vozes que tiveram som.

Vidas que tiveram e transpassaram-me cor.



Sombra da Máscara

Desencontrei-me tanto,
Que correndo por uma esquina escura,
Ao olhar para trás,
Avistei minha face de relance.
Quem disse que a reconheci?
Por não saber quem era, soube que era eu.

Na ciranda das letras, rodopia o significado





Palavra solta é perigo para quem lê.
O contexto está em mim.

domingo, 25 de setembro de 2011

Arrastada me deixei
Distorcer
Retorcida, a última gota pergunta:

Sobras, onde está o sabor?

terça-feira, 13 de setembro de 2011

De quando em quando, fico olhando para esse quadro em branco.
É tanta letra embaralhada...
Venho aqui na esperança de desafogar as palavras que continuam a se esconder nessa enorme gritaria que me faz ficar em silêncio.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sou

O que mais posso querer do que exercer instantes? Tentar capturar, absorver cada sorriso, cada pôr de Sol, cada palavra, cada chuva, cada olhar, cada vento, cada lágrima, cada Lua, cada não dito de cada pessoa e cada dito pelo céu.
Desde o senhor que me cumprimenta tão simpaticamente todos os dias com um “bom dia moça”, até aquela criança que passou por mim correndo e me preencheu de alegria naquele momento em que eu estava precisando tanto. Também aquela moça cruzando meu caminho que eu não sei o nome, nem vou saber, mas que o olhar significou tanto naquele ínfimo segundo. Aqueles mal humores identificados em um gesto de mão ao devolver um troco. Aquelas tristezas identificadas em cabeças curvadas e sorrisos forçados. Aquelas esperanças identificadas naquele brilho de ações e dentes lindamente e sinceramente à mostra. Até as extensas conversas que já tive e todo o silêncio que eu já vivi. Todo o momento de um longo abraço. Todo o momento de um curto aceno de cabeça. Pouco muito, muito pouco. Sempre muito. Todo o contato.  Do que eu preciso é ser presença.
É tanto inevitável como uma necessidade minha tentar ser captadora de momentos, eles se agarram em mim e não sei o que gritar para fazê-los soltar. E não sei se quero mesmo que soltem por mais que me apertem. E ainda que possam me soltar, as marcas de seus dedos ainda ficarão.
 Momentos que em mim se fixam e me ajudam ser. Pessoas que em mim se fixam e me ajudam ser. Histórias que em mim se fixam e se misturam com a minha. Sóis, Luas, ventos, chuvas, frios e calores que comigo caminham.

 Sou...

Ou ao menos tento.


(eu parei de lutar contra o tempo
ando exercendo instantes
acho que ganhei presença)
Viviane Mosé

quarta-feira, 1 de junho de 2011

De dentro e de fora

No interior da terra, raízes espalham-se, contorcem-se, quebram e muitas vezes acabam esfareladas confundindo-se ao pó. Mas porque é preciso, existem aquelas que mesmo fracas, continuam persistindo e fazendo um extremo esforço para fincar-se e dar sustentação ao que se expõe ao vento, às tempestades, à vida.


Passamos diante de muitas árvores e não consideramos o esforço dessas fracas raízes que lutam com tanto vigor,  não as vemos.  Notamos a grandeza dos troncos, o espalhar dos galhos, o verde das folhas.


Existe-se para dentro, para se concretizar a existência : para fora.

                             
                                        

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Adeus guarda-chuva

No encontro das palavras, o alívio...
É como aquele frescor das gotas de chuva, o que deixa a grama mais verde.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Pausa

Segundo a Física o branco-muitas vezes símbolo do nada- visto com rapidez, é a mistura de todas as cores, ou seja, de muito.





 É preciso parar para respirar o arco-íris em cada uma de suas cores.




domingo, 17 de abril de 2011

Sobre a estante

Com aquela alegria infantil, por meio de suas mãos gordinhas pegou a boneca.

A fez andar e brincar por meio de seus movimentos. Não a fez sentir, pois mesmo com seus olhos mortos e vidrados num ponto específico e seu corpo repousado sobre a estante, ela já sentia. O seu interior borbulhava, mas não era capaz de transbordar por meio de palavras, podia até mesmo mover-se sozinha em segredo quando o interior lhe estivesse insuportável, mas falar não.

Mesmo os movimentos das mãozinhas não foram capazes de mover a sua boca. Não falava, mas dizia.

Contava as mais divertidas piadas, as mais interessantes histórias, tinha as mais puras das reflexões, exprimia o mais profundo dos seus sentimentos.

Não falava com a sua boca, mas por meio de seus movimentos, soube o que era dizer.

domingo, 20 de março de 2011

eu não sei o que há nesse vagar interno de silêncios mudos.


os pés caminham sozinhos, pisando por cima de si mesmos.

tranquilidade cômoda, conformismo só.

tic-tac levanta, cai, levanta, cai, levanta, cai.

adeus palavras felizes, adeus sorrisos simpáticos.

borrões de rostos, os olhos continuam nítidos a cobrar.

não, não, não, não.

não insista, tenho direito a ele.

gritei tanto que me falta a voz.

 mas para que as palavras?

cabeça baixa.

de pés perdidos meus caminhos estão cheios.

quero o escuro tanto quanto o claro.



o preço do meu calado, é a liberdade do não-dizer.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Passos cegos

Tenho medo.


O furacão de caminhos faz areia entrar em meus olhos.

Paraliso.

Choro e a areia sai.

Volto a caminhar no desconhecido que havia caminhado com os olhos fechados.

Parece novo, mas pode ser o mesmo de sempre.

Várias voltas no mesmo lugar : na dúvida.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Curativo

Minha lavagem é movimento.
Não é onda.
É gota.
É suor.
Não é músculo.
É alma.
É respiração.

É aliviação por realizá-la.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Loucuras grafadas

        Leve-as-pesadas.

                                                         

                                                                                      estão presas no sentido.





                                        i-n-c-o-m-p-r-e-e-n-s-ã-o 

                                                                       d-e-r-r-a-m-e  -s-e!






                                   silêncio-barulho-pulsação
                                vento-rosto-sensação
                      vida-sentida- ALUCINAÇÃO


          
                          

paradoxo escrito.


                                                                                                   

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A dor grita, o silêncio escuta

Gargalhadas animadas passando pelo sofrimento invisível do morador invisível de rua.
Invisíveis almas, existentes dores.

O olhar de revolta atrás de um camburão.
Não existe culpa, se não é possível existir sujeitos.

Não se enxerga, mas da mesma maneira se sente.