quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Língua do "P"

Contextos vazios, cheios.

Poças metamorfoseando-se em poços

Palavras vãs carregadas de significado.

A fuga do outro em você.

Deixam a porta desesperadamente entreaberta: a boca.

Espiar à janela? Os olhos...

Espelhos de si? Escadas de si, de alma. De verdade?

Fumaça, borrões, lampejos da morada interior.

Feche-os! Feche-os!

Não os querem enxergar!

Bastam-lhes o mergulho no concreto.

Bastam-lhes despejar-lhe as palavras.

E assim fica, soterrado por elas,

distante do que o silêncio traduz...

Mas como não há silêncio sem palavras,

Não há vida sem contato.

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