Contextos vazios, cheios.
Poças metamorfoseando-se em poços
Palavras vãs carregadas de significado.
A fuga do outro em você.
Deixam a porta desesperadamente entreaberta: a boca.
Espiar à janela? Os olhos...
Espelhos de si? Escadas de si, de alma. De verdade?
Fumaça, borrões, lampejos da morada interior.
Feche-os! Feche-os!
Não os querem enxergar!
Bastam-lhes o mergulho no concreto.
Bastam-lhes despejar-lhe as palavras.
E assim fica, soterrado por elas,
distante do que o silêncio traduz...
Mas como não há silêncio sem palavras,
Não há vida sem contato.
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