quarta-feira, 29 de maio de 2013

Mãos de menina

Sentada por dentro.

Embebida daquela mistura de sons tão familiares...
Quantas vezes não esperou ali?
Não se angustiou ou ficou feliz, bem ali, naquela cadeira?

Pouso.

Pelas mãos da menina desconhecida surge o pássaro de papel.
E que voo rápido!
Quanta delicadeza apesar disto!

Largo sorriso.

Quanta alegria um pássaro pode trazer!
Quanta esperança!

Podem não acreditar,
Mas mãos de menina voam alto!

Bastam.

Alcançam.

Tanto, que o pássaro-sorriso continua até hoje.
Gravado no peito.

Brincando...
 Voando na melodia da memória,

De corda em corda:
No cell(o).





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