escava-me a água. escava-me como escava a terra vermelha. constrói profundos caminhos em mim. latejam, mas persisto escorrendo e me arrastando através deles. uma dor profunda se revela. mas continuo navegando através do líquido que assola e restaura meu próprio corpo: o desconhecido. que eu possa sair ilesa aos monstros internos. que não seja abismo em meu próprio fim. que eu seja porto, mas que as âncoras não me impeçam de desvendar outros mares. que eu seja mar, mas mais do que isso: que ele me ensine a ser em mistério.
Nenhum comentário:
Postar um comentário