Há dias que ex-correm para amolecer os corpos.
Corpos molinhos se esticam-esticaaaam... Espremeem-espremeeeem em busca de si mesmos.
Às vezes nesse movimento, podem até soltar um caldo de aperto-aliviante do fundo do peito.
Fresquinhos, corpos tem mais possibilidade de se auto-alcançarem.
Às vezes relam-se! Conseguem no esforço máximo de uma estica-ação encontrarem-se instantaneamente a si mesmos! Mesmo que em questão de segundos, o limite os alcance e os devolva em um movimento estilingado, in verso, para a posição inicial da busca.
Apesar de desencostados na maioria dos momentos, nesses dias uma coisa é certa: mais perto se chegam.
É em dias como esse que mesmo sem perceberem, algo úmido neles, sorri radiante, silenciosamente.
Algo é misteriosamente encontrado. Mesmo nos desencontros. Mesmo que não se saiba.
Quantas serão as partes que desconhecemos em nós?
.
Não sei quantas ou que partes são essas...
Mas sinto que algumas delas, se abraçam forte em dias de chuva.
Nos olhos do outro me enxergo.(?) Não deveria eu estar enxergando os olhos do outro? Enxergando os olhos, enxergaria o outro? O que o outro enxerga em meus olhos? Todos os olhos outros que já enxerguei em mim?
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
sábado, 6 de junho de 2015
O Caminho do Sertão: primeiro passo.
Da terra rebenta o verde. O que poderia rebentar de meus poros repletos de terra? O que um corpo pode cultivar de caminho? Quantos possíveis constroem um caminhar? O encontro me rega. A partir dele, da magia de outras histórias e realidades posso brotar, me transformar e fortalecer minha ação no mundo. As relações me adubam. Sentir a luta de cada pessoa, seus suores, lágrimas e sorrisos, lembra-me que gente é que rega gente. Gente é que faz gente crescer. Gente junto então? Vish! Gente junto enfrenta qualquer secura. Gente junto é terra fértil. Gente junto pode ser tudo aquilo que habita e se liberta através do solo. Não há problema em só conseguir ver o início, a semente. Não há problema em não estar aqui para acompanhar o crescimento de um outro mundo, mais justo e mais digno. O importante é continuar plantando
E na possibilidade do caminhar em conjunto, sinto a semente, sinto a possibilidade de confluir caminhos para as lutas que dizem respeito a terra, nossa morada, nosso alimento, o lugar que todos os pés tocam, sejam eles quais forem. ele neste agora, passo por passo. Que se comece plantando a planta dos pés em movimento no chão e a chama da esperança no coração. Um dia disseram que do pó somos feitos. Eu hoje digo que do pó, da relação com a terra e com a natureza que somos, podemos ser refeitos. E na possibilidade do caminhar em conjunto, sinto a semente, sinto a possibilidade de confluir caminhos para as lutas que dizem respeito a terra, nossa morada, nosso alimento, o lugar que todos os pés tocam, sejam eles quais forem.
E na possibilidade do caminhar em conjunto, sinto a semente, sinto a possibilidade de confluir caminhos para as lutas que dizem respeito a terra, nossa morada, nosso alimento, o lugar que todos os pés tocam, sejam eles quais forem. ele neste agora, passo por passo. Que se comece plantando a planta dos pés em movimento no chão e a chama da esperança no coração. Um dia disseram que do pó somos feitos. Eu hoje digo que do pó, da relação com a terra e com a natureza que somos, podemos ser refeitos. E na possibilidade do caminhar em conjunto, sinto a semente, sinto a possibilidade de confluir caminhos para as lutas que dizem respeito a terra, nossa morada, nosso alimento, o lugar que todos os pés tocam, sejam eles quais forem.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Não se trata de gelo
O gelo só se fixa à fôrma quando enrijece.
Enquanto água, fluido, apenas transita por ela e permite-se transbordar.
O gelo só consegue sair da fôrma permitindo-se amolecer.
Se ainda rígido se força ou é forçado a sair, perde lascas, sai aos pedaços.
Enquanto água, fluido, apenas transita por ela e permite-se transbordar.
O gelo só consegue sair da fôrma permitindo-se amolecer.
Se ainda rígido se força ou é forçado a sair, perde lascas, sai aos pedaços.
domingo, 19 de abril de 2015
cor pomar
Transmutação.
sem mutação alguma.
Transformação.
sem fôrmação alguma.
Autocondução,
condição-oração do ser-disforme.
toda parte é também todo.
se algo vai, nada fica.
um dedo delicadamente se move.
mal se percebe
mal se percebe
coomove.
arrasta-mundo.
não dizível tangível palma da mão.
mapeia incendeia sensação.
cor ação
como casa habitei nós
catavento os dissolvi
dissolvi-me também eu,
preenchendo corro í r!
barragem fui rompi.
torrente
vermelha
rebentei.
fertilizei-me amplitude.
descobri-me descoberta
fluida
ininterrupta
vívida
flutuante
navegante em cada uma de minhas dobras navegantes
guiada guiante fui vou voo.
rodo e pio
sendo sopro:
corpo-vento
corpo-vela
corpo-mar
corpo-corpo
árvore danço.
expurgo minhas folhas enquanto as nasço.
expando
sou fruto
e saboreio a
cor pomar
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Conexão
O corpo foge de estremecer. Finge não aguentar para defender-se de ser potência. É quase insuportável ser, de todo. Réstia de luz é de repente entender que sempre se é. Somos todo, completamente, insuportavelmente, misteriosamente, lindamente. Abrir os olhos da pele é escancarar-se. Olhar para as feridas é ao mesmo tempo fabricá-las e curá-las. Escorrer junto tem força de correnteza. Gota de água, de suor, de lágrima, tem sabor de imensidão. Imensidão unificadora. Aquela, que nos faz tão frágeis e limitados, quanto poderosos e infinitos. Aquela que não revela mas dá pistas do não-tamanho da nossa humanidade.
Quando o corpo se movimenta, a alma vibra e dança.
Há algo para além do humano inserido em nós.
Que a vida continue transbordando de nossos poros!!
Quando o corpo se movimenta, a alma vibra e dança.
Há algo para além do humano inserido em nós.
Que a vida continue transbordando de nossos poros!!
Em quarto e de peito apertado a menina se levanta várias vezes pra tentar ver a Lua, mesmo que enquadrada pela janela.
A cada tentativa frustrada tudo a espremia mais.
Com os olhos do coração sua mãe de longa distância lhe enxerga e na mesma hora lhe manda uma foto da Lua, linda, cheia.
A menina transbordou.
A cada tentativa frustrada tudo a espremia mais.
Com os olhos do coração sua mãe de longa distância lhe enxerga e na mesma hora lhe manda uma foto da Lua, linda, cheia.
A menina transbordou.
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