eu não sei o que há nesse vagar interno de silêncios mudos.
os pés caminham sozinhos, pisando por cima de si mesmos.
tranquilidade cômoda, conformismo só.
tic-tac levanta, cai, levanta, cai, levanta, cai.
adeus palavras felizes, adeus sorrisos simpáticos.
borrões de rostos, os olhos continuam nítidos a cobrar.
não, não, não, não.
não insista, tenho direito a ele.
gritei tanto que me falta a voz.
mas para que as palavras?
cabeça baixa.
de pés perdidos meus caminhos estão cheios.
quero o escuro tanto quanto o claro.
o preço do meu calado, é a liberdade do não-dizer.
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