domingo, 20 de março de 2011

eu não sei o que há nesse vagar interno de silêncios mudos.


os pés caminham sozinhos, pisando por cima de si mesmos.

tranquilidade cômoda, conformismo só.

tic-tac levanta, cai, levanta, cai, levanta, cai.

adeus palavras felizes, adeus sorrisos simpáticos.

borrões de rostos, os olhos continuam nítidos a cobrar.

não, não, não, não.

não insista, tenho direito a ele.

gritei tanto que me falta a voz.

 mas para que as palavras?

cabeça baixa.

de pés perdidos meus caminhos estão cheios.

quero o escuro tanto quanto o claro.



o preço do meu calado, é a liberdade do não-dizer.

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