Gargalhadas animadas passando pelo sofrimento invisível do morador invisível de rua.
Invisíveis almas, existentes dores.
O olhar de revolta atrás de um camburão.
Não existe culpa, se não é possível existir sujeitos.
Não se enxerga, mas da mesma maneira se sente.
Nos olhos do outro me enxergo.(?) Não deveria eu estar enxergando os olhos do outro? Enxergando os olhos, enxergaria o outro? O que o outro enxerga em meus olhos? Todos os olhos outros que já enxerguei em mim?
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Reflexo do Avesso
Cética?
Cega
Sedenta
Sufocada
Sem amor
Sem Deus
Sem nada.
Desligada
Decomposta
Domesticada
Dormência...
Ciência?
Necessitada
Completude?
Incompletude.
Quebra-cabeça
Quebra-coração
Quebra-alma.
Uma peça para completar o quadro:
ARTE! ARTE! ARTE!
BERROSS : ARTEEEE!
Arte...
Infinitude...
Trilhos possíveis
Estrada para além dos olhos
ALMA! ALMA!
DE JOELHOS:
ALMA!!!!
Algo?
Tudo em alguma coisa
Tapa olhos,
Insanidade da razão
PERTURBA A AÇÃO!
PERTURBAÇÃO!
Ela e todo o resto.
Cega
Sedenta
Sufocada
Sem amor
Sem Deus
Sem nada.
Desligada
Decomposta
Domesticada
Dormência...
Ciência?
Necessitada
Completude?
Incompletude.
Quebra-cabeça
Quebra-coração
Quebra-alma.
Uma peça para completar o quadro:
ARTE! ARTE! ARTE!
BERROSS : ARTEEEE!
Arte...
Infinitude...
Trilhos possíveis
Estrada para além dos olhos
ALMA! ALMA!
DE JOELHOS:
ALMA!!!!
Algo?
Tudo em alguma coisa
Tapa olhos,
Insanidade da razão
PERTURBA A AÇÃO!
PERTURBAÇÃO!
Ela e todo o resto.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Compreensível
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
Nada de um tudo.
Tudo de um nada?
Que tenham alguma forma dentro, antes de serem lançadas para fora.
Tudo de um nada?
Que tenham alguma forma dentro, antes de serem lançadas para fora.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Luz
Num bar escuro: a claridade.
Das palavras: a simplicidade.
"Perdoa, mãe, mas biscoito de farinha só é gostoso se mastigado olhando nos olhos do irmão que sente na mesma hora a mesma delícia".
(Henfil)
E a criança acompanhada me invadiu de risos e serenidade interior.O biscoito nos lambuza!
Ela que nunca deveria ter esquecido que olhar tanto as estrelas também poderia torná-las invisíveis, pensou:
Os olhos as alcançam, mas as vezes há a necessidade dos braços...
O feixe de luz do projetor lhe fez ter a certeza: se a alma não alcança, é de algum modo alcançada.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
silêncio ENSURDECEDORR
Meu GRITOOO
de DESESPEROOO
tem PALAVRAS que se
CHOCAMMM se
MACHUCAMMM
SANGRAMM
e MANCHAMM O PAPEL
silenciadasss silenciadasss silenciadasss
afogo-me no seco.
de DESESPEROOO
tem PALAVRAS que se
CHOCAMMM se
MACHUCAMMM
SANGRAMM
e MANCHAMM O PAPEL
silenciadasss silenciadasss silenciadasss
afogo-me no seco.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Língua do "P"
Contextos vazios, cheios.
Poças metamorfoseando-se em poços
Palavras vãs carregadas de significado.
A fuga do outro em você.
Deixam a porta desesperadamente entreaberta: a boca.
Espiar à janela? Os olhos...
Espelhos de si? Escadas de si, de alma. De verdade?
Fumaça, borrões, lampejos da morada interior.
Feche-os! Feche-os!
Não os querem enxergar!
Bastam-lhes o mergulho no concreto.
Bastam-lhes despejar-lhe as palavras.
E assim fica, soterrado por elas,
distante do que o silêncio traduz...
Mas como não há silêncio sem palavras,
Não há vida sem contato.
Poças metamorfoseando-se em poços
Palavras vãs carregadas de significado.
A fuga do outro em você.
Deixam a porta desesperadamente entreaberta: a boca.
Espiar à janela? Os olhos...
Espelhos de si? Escadas de si, de alma. De verdade?
Fumaça, borrões, lampejos da morada interior.
Feche-os! Feche-os!
Não os querem enxergar!
Bastam-lhes o mergulho no concreto.
Bastam-lhes despejar-lhe as palavras.
E assim fica, soterrado por elas,
distante do que o silêncio traduz...
Mas como não há silêncio sem palavras,
Não há vida sem contato.
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