quarta-feira, 4 de maio de 2011

Adeus guarda-chuva

No encontro das palavras, o alívio...
É como aquele frescor das gotas de chuva, o que deixa a grama mais verde.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Pausa

Segundo a Física o branco-muitas vezes símbolo do nada- visto com rapidez, é a mistura de todas as cores, ou seja, de muito.





 É preciso parar para respirar o arco-íris em cada uma de suas cores.




domingo, 17 de abril de 2011

Sobre a estante

Com aquela alegria infantil, por meio de suas mãos gordinhas pegou a boneca.

A fez andar e brincar por meio de seus movimentos. Não a fez sentir, pois mesmo com seus olhos mortos e vidrados num ponto específico e seu corpo repousado sobre a estante, ela já sentia. O seu interior borbulhava, mas não era capaz de transbordar por meio de palavras, podia até mesmo mover-se sozinha em segredo quando o interior lhe estivesse insuportável, mas falar não.

Mesmo os movimentos das mãozinhas não foram capazes de mover a sua boca. Não falava, mas dizia.

Contava as mais divertidas piadas, as mais interessantes histórias, tinha as mais puras das reflexões, exprimia o mais profundo dos seus sentimentos.

Não falava com a sua boca, mas por meio de seus movimentos, soube o que era dizer.

domingo, 20 de março de 2011

eu não sei o que há nesse vagar interno de silêncios mudos.


os pés caminham sozinhos, pisando por cima de si mesmos.

tranquilidade cômoda, conformismo só.

tic-tac levanta, cai, levanta, cai, levanta, cai.

adeus palavras felizes, adeus sorrisos simpáticos.

borrões de rostos, os olhos continuam nítidos a cobrar.

não, não, não, não.

não insista, tenho direito a ele.

gritei tanto que me falta a voz.

 mas para que as palavras?

cabeça baixa.

de pés perdidos meus caminhos estão cheios.

quero o escuro tanto quanto o claro.



o preço do meu calado, é a liberdade do não-dizer.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Passos cegos

Tenho medo.


O furacão de caminhos faz areia entrar em meus olhos.

Paraliso.

Choro e a areia sai.

Volto a caminhar no desconhecido que havia caminhado com os olhos fechados.

Parece novo, mas pode ser o mesmo de sempre.

Várias voltas no mesmo lugar : na dúvida.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Curativo

Minha lavagem é movimento.
Não é onda.
É gota.
É suor.
Não é músculo.
É alma.
É respiração.

É aliviação por realizá-la.