Meu GRITOOO
de DESESPEROOO
tem PALAVRAS que se
CHOCAMMM se
MACHUCAMMM
SANGRAMM
e MANCHAMM O PAPEL
silenciadasss silenciadasss silenciadasss
afogo-me no seco.
Nos olhos do outro me enxergo.(?) Não deveria eu estar enxergando os olhos do outro? Enxergando os olhos, enxergaria o outro? O que o outro enxerga em meus olhos? Todos os olhos outros que já enxerguei em mim?
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Língua do "P"
Contextos vazios, cheios.
Poças metamorfoseando-se em poços
Palavras vãs carregadas de significado.
A fuga do outro em você.
Deixam a porta desesperadamente entreaberta: a boca.
Espiar à janela? Os olhos...
Espelhos de si? Escadas de si, de alma. De verdade?
Fumaça, borrões, lampejos da morada interior.
Feche-os! Feche-os!
Não os querem enxergar!
Bastam-lhes o mergulho no concreto.
Bastam-lhes despejar-lhe as palavras.
E assim fica, soterrado por elas,
distante do que o silêncio traduz...
Mas como não há silêncio sem palavras,
Não há vida sem contato.
Poças metamorfoseando-se em poços
Palavras vãs carregadas de significado.
A fuga do outro em você.
Deixam a porta desesperadamente entreaberta: a boca.
Espiar à janela? Os olhos...
Espelhos de si? Escadas de si, de alma. De verdade?
Fumaça, borrões, lampejos da morada interior.
Feche-os! Feche-os!
Não os querem enxergar!
Bastam-lhes o mergulho no concreto.
Bastam-lhes despejar-lhe as palavras.
E assim fica, soterrado por elas,
distante do que o silêncio traduz...
Mas como não há silêncio sem palavras,
Não há vida sem contato.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Coração Vagamundo
Minhas pernas seguem seu ritmo,
Mas ele tem olhos que não me levam a lugar algum.
Caio sem palavras
Não vejo, não falo
Apenas vago...
Vago espaço preenchido.
Mas ele tem olhos que não me levam a lugar algum.
Caio sem palavras
Não vejo, não falo
Apenas vago...
Vago espaço preenchido.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Viver é estar
Os anos passam, o vento passa, as pessoas passam, passo. Gravada por rastros de passagens simplesmente deixo o meu, sobre o qual o vento passa conforme os anos que passam...Até todos passarem.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
De pó
Espalha-se - precipício desesperado abaixo
Choca-se - muralhas intransponíveis acima
Vagos caminhos humanos,
Humanidade animal,
Animalidade humana,
Desumanidade habitual.
Mordidas de luta por pedaços
Confundem-se cédulas, lixo, gente
Por que não enxergamos?
As cabeças estão altas demais,
E as vidas baixas demais...
Choca-se - muralhas intransponíveis acima
Vagos caminhos humanos,
Humanidade animal,
Animalidade humana,
Desumanidade habitual.
Mordidas de luta por pedaços
Confundem-se cédulas, lixo, gente
Por que não enxergamos?
As cabeças estão altas demais,
E as vidas baixas demais...
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Que seja
Sempre tive medo de mostrar quem sou, até porque tinha medo de não ser quem estava mostrando. Realmente não tenho certeza desse ser que me habita, mas também não a quero ou espero mais como há algum tempo.
Entendi que é o turbilhão de ideias e sentimentos que me preenchem e esvaziam eventualmente que me movimenta. Balões preenchidos voam, mas eu nunca quis somente o ar, balões vazios repousam, mas eu nunca quis apenas a terra.
Gosto da diversidade e não me importo mais.
Entendi que é o turbilhão de ideias e sentimentos que me preenchem e esvaziam eventualmente que me movimenta. Balões preenchidos voam, mas eu nunca quis somente o ar, balões vazios repousam, mas eu nunca quis apenas a terra.
Gosto da diversidade e não me importo mais.
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