terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Reflexo do Avesso

Cética?
Cega
Sedenta
Sufocada
Sem amor
Sem Deus
Sem nada.

Desligada
Decomposta
Domesticada
Dormência...
Ciência?

Necessitada
Completude?
Incompletude.

Quebra-cabeça
Quebra-coração
Quebra-alma.
Uma peça para completar o quadro:
ARTE! ARTE! ARTE!
BERROSS : ARTEEEE!

Arte...
Infinitude...
Trilhos possíveis
Estrada para além dos olhos
ALMA! ALMA!
DE JOELHOS:
ALMA!!!!

Algo?
Tudo em alguma coisa
Tapa olhos,
Insanidade da razão
PERTURBA A AÇÃO!

PERTURBAÇÃO!

Ela e todo o resto.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Compreensível

BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá
BláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBláBlá

  Nada de um tudo.
 Tudo de um nada?



Que tenham alguma forma dentro, antes de serem lançadas para fora.



segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Luz

Num bar escuro: a claridade.

Das palavras: a simplicidade.



"Perdoa, mãe, mas biscoito de farinha só é gostoso se mastigado olhando nos olhos do irmão que sente na mesma hora a mesma delícia".
 (Henfil)


E a criança acompanhada me invadiu de risos e serenidade interior.O biscoito nos lambuza!

Ela que nunca deveria ter esquecido que olhar tanto as estrelas também poderia torná-las invisíveis, pensou:

Os olhos as alcançam, mas as vezes há a necessidade dos braços...

O feixe de luz do projetor lhe fez ter a certeza: se a alma não alcança, é de algum modo alcançada.




quinta-feira, 4 de novembro de 2010

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

silêncio ENSURDECEDORR

Meu GRITOOO

                de DESESPEROOO


tem PALAVRAS que se

                                CHOCAMMM  se


                                                       MACHUCAMMM
SANGRAMM


                  e MANCHAMM O PAPEL







silenciadasss                silenciadasss               silenciadasss




                               afogo-me no seco.

    
                                                 

             

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Língua do "P"

Contextos vazios, cheios.

Poças metamorfoseando-se em poços

Palavras vãs carregadas de significado.

A fuga do outro em você.

Deixam a porta desesperadamente entreaberta: a boca.

Espiar à janela? Os olhos...

Espelhos de si? Escadas de si, de alma. De verdade?

Fumaça, borrões, lampejos da morada interior.

Feche-os! Feche-os!

Não os querem enxergar!

Bastam-lhes o mergulho no concreto.

Bastam-lhes despejar-lhe as palavras.

E assim fica, soterrado por elas,

distante do que o silêncio traduz...

Mas como não há silêncio sem palavras,

Não há vida sem contato.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Coração Vagamundo

Minhas pernas seguem seu ritmo,


Mas ele tem olhos que não me levam a lugar algum.


Caio sem palavras


Não vejo, não falo


Apenas vago...


Vago espaço preenchido.