eu não sei o que há nesse vagar interno de silêncios mudos.
os pés caminham sozinhos, pisando por cima de si mesmos.
tranquilidade cômoda, conformismo só.
tic-tac levanta, cai, levanta, cai, levanta, cai.
adeus palavras felizes, adeus sorrisos simpáticos.
borrões de rostos, os olhos continuam nítidos a cobrar.
não, não, não, não.
não insista, tenho direito a ele.
gritei tanto que me falta a voz.
mas para que as palavras?
cabeça baixa.
de pés perdidos meus caminhos estão cheios.
quero o escuro tanto quanto o claro.
o preço do meu calado, é a liberdade do não-dizer.
Nos olhos do outro me enxergo.(?) Não deveria eu estar enxergando os olhos do outro? Enxergando os olhos, enxergaria o outro? O que o outro enxerga em meus olhos? Todos os olhos outros que já enxerguei em mim?
domingo, 20 de março de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Passos cegos
Tenho medo.
O furacão de caminhos faz areia entrar em meus olhos.
Paraliso.
Choro e a areia sai.
Volto a caminhar no desconhecido que havia caminhado com os olhos fechados.
Parece novo, mas pode ser o mesmo de sempre.
Várias voltas no mesmo lugar : na dúvida.
O furacão de caminhos faz areia entrar em meus olhos.
Paraliso.
Choro e a areia sai.
Volto a caminhar no desconhecido que havia caminhado com os olhos fechados.
Parece novo, mas pode ser o mesmo de sempre.
Várias voltas no mesmo lugar : na dúvida.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Curativo
Minha lavagem é movimento.
Não é onda.
É gota.
É suor.
Não é músculo.
É alma.
É respiração.
É aliviação por realizá-la.
Não é onda.
É gota.
É suor.
Não é músculo.
É alma.
É respiração.
É aliviação por realizá-la.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Loucuras grafadas
Leve-as-pesadas.
estão presas no sentido.
i-n-c-o-m-p-r-e-e-n-s-ã-o
d-e-r-r-a-m-e -s-e!
paradoxo escrito.
estão presas no sentido.
i-n-c-o-m-p-r-e-e-n-s-ã-o
d-e-r-r-a-m-e -s-e!
silêncio-barulho-pulsação
vento-rosto-sensação
vida-sentida- ALUCINAÇÃO
paradoxo escrito.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
A dor grita, o silêncio escuta
Gargalhadas animadas passando pelo sofrimento invisível do morador invisível de rua.
Invisíveis almas, existentes dores.
O olhar de revolta atrás de um camburão.
Não existe culpa, se não é possível existir sujeitos.
Não se enxerga, mas da mesma maneira se sente.
Invisíveis almas, existentes dores.
O olhar de revolta atrás de um camburão.
Não existe culpa, se não é possível existir sujeitos.
Não se enxerga, mas da mesma maneira se sente.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Reflexo do Avesso
Cética?
Cega
Sedenta
Sufocada
Sem amor
Sem Deus
Sem nada.
Desligada
Decomposta
Domesticada
Dormência...
Ciência?
Necessitada
Completude?
Incompletude.
Quebra-cabeça
Quebra-coração
Quebra-alma.
Uma peça para completar o quadro:
ARTE! ARTE! ARTE!
BERROSS : ARTEEEE!
Arte...
Infinitude...
Trilhos possíveis
Estrada para além dos olhos
ALMA! ALMA!
DE JOELHOS:
ALMA!!!!
Algo?
Tudo em alguma coisa
Tapa olhos,
Insanidade da razão
PERTURBA A AÇÃO!
PERTURBAÇÃO!
Ela e todo o resto.
Cega
Sedenta
Sufocada
Sem amor
Sem Deus
Sem nada.
Desligada
Decomposta
Domesticada
Dormência...
Ciência?
Necessitada
Completude?
Incompletude.
Quebra-cabeça
Quebra-coração
Quebra-alma.
Uma peça para completar o quadro:
ARTE! ARTE! ARTE!
BERROSS : ARTEEEE!
Arte...
Infinitude...
Trilhos possíveis
Estrada para além dos olhos
ALMA! ALMA!
DE JOELHOS:
ALMA!!!!
Algo?
Tudo em alguma coisa
Tapa olhos,
Insanidade da razão
PERTURBA A AÇÃO!
PERTURBAÇÃO!
Ela e todo o resto.
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