[Da janela, ela vê como a vida segue.
Ganha coisas que tão sempre ali e ninguém percebe.
Acredita que a vida é mais que a sobrevivência.
Luta, bate de frente, joga na resistência.
Vai além do que os olhos podem enxergar.
Já que limites são fronteiras, decidiu atravessar.
Navega, em busca de um sonho a realizar.
Pelos mares da realidade, tempestades enfrenta.
Pela honra, morre. Nunca se entrega.
No olhar sincero, a força pra recomeçar.
Na presença do luar, caminha, segue.
Recorda-se sempre do que veio fazer aqui.
Da missão que assumiu, extensão disso aqui.
Visão que adquiriu conforme as coisas que viveu.
Aprendeu a amar. Por amor, sofreu.
Perdoa à quem fez chorar, é grata à quem fez sorrir.]
-Síntese.
Entre seus colchetes: a gratidão.
Com você ela transborda.
Nos olhos do outro me enxergo.(?) Não deveria eu estar enxergando os olhos do outro? Enxergando os olhos, enxergaria o outro? O que o outro enxerga em meus olhos? Todos os olhos outros que já enxerguei em mim?
domingo, 29 de setembro de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Olá você
Olá você!
Que:
sugou minha maneira de sorrir
arrancou meu prazer em escrever
diminuiu o meu dançar
depredou a minha arte de expressar
copiou minha maneira de tratar
vandalizou minha maneira de encarar
ridicularizou minha maneira de me entregar
Olá você!
que tem braços tão frouxos
que não pode se alcançar.
Olá você!
Tenho uma última coisa para lhe presentear
Quem sabe até nisso possa me imitar:
Quem sabe até nisso possa me imitar:
ADEUS VOCÊ!!!!
sábado, 29 de junho de 2013
Verdes linhas
Textos são como frutos.
As palavras amadurecem dia a dia,
depois de brotarem cada uma em seu galho, em sua linha.
Sinto que não colherei nada.
Nenhum tempo me é suficiente para uma maturação completa.
Morrei de fome?
Palavras me adentram por outros lugares que não a boca.
A natureza é sábia!
As palavras amadurecem dia a dia,
depois de brotarem cada uma em seu galho, em sua linha.
Sinto que não colherei nada.
Nenhum tempo me é suficiente para uma maturação completa.
Morrei de fome?
Palavras me adentram por outros lugares que não a boca.
A natureza é sábia!
quinta-feira, 27 de junho de 2013
A coisa
Que porta é essa?
O que passa por essa pequena fresta?
O que pode passar?
Uma corrente fria de vento aproveita o espaço vez ou outra.
A porta balança milimetricamente, mas acaba imóvel na posição de início.
Ainda assim: os sutis balanços provocam tremendo estrondo.
Ainda assim: os sutis balanços provocam tremendo estrondo.
É notável que coisas grandes não passam pela fresta.
A não ser que tentem se espremer...
Mas algumas coisas não podem ser espremidas.
Perdem a forma e o sentido se assim tentarem.
Coisas que já conheceram o disforme não têm mais essa ousadia.
O que falta passar?
Que coisa é essa, última da fila,
que espera ansiosamente a possibilidade de passar
para finalmente fechar a porta,
que espera ansiosamente a possibilidade de passar
para finalmente fechar a porta,
e se jogar aliviada no conforto do sofá mais próximo
sendo acarinhada pelo calor de uma bela xícara de café?
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Mãos de menina
Sentada por dentro.
Embebida daquela mistura de sons tão familiares...
Quantas vezes não esperou ali?
Não se angustiou ou ficou feliz, bem ali, naquela cadeira?
Pouso.
Pelas mãos da menina desconhecida surge o pássaro de papel.
E que voo rápido!
Quanta delicadeza apesar disto!
Largo sorriso.
Quanta alegria um pássaro pode trazer!
Quanta esperança!
Podem não acreditar,
Mas mãos de menina voam alto!
Bastam.
Alcançam.
Tanto, que o pássaro-sorriso continua até hoje.
Gravado no peito.
Brincando...
Voando na melodia da memória,
Voando na melodia da memória,
De corda em corda:
No cell(o).
segunda-feira, 8 de abril de 2013
O reflexo do menino: o menino do reflexo
Um tanto dissolvido, mas não menos nítido.
Sorriso tímido escondido entre as mãos:
Sol entre nuvens!
olha, esconde, olha, esconde.
ensolarado, nublado, ensolarado, nublado.
Tudo questão de vento.
Movimento.
Movimento.
Metrô à dentro.
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