Aprendi a calar quando mais quero dizer, porque sei dos ouvidos.
Aprendi a rir da, com e para a minha própria desgraça, encará-la, mastigá-la
na tentativa de torná-la mais amena, mesmo sabendo não anular a sua existência.
Sei que ela ainda fica cravada em mim, sorrindo. Mas sorrimos juntas.
Parece que aprendi a me esconder mais explicitamente do que me escondia antes.
E como um dia eu já escrevi, continuo tendo medo dos escudos mudos.
Apesar da dor de qualquer esconderijo, minha principal luta é não me esconder de mim mesma.
Não me entendam!
As entrelinhas reduzem, mas também imensam...
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