Desencontrei-me tanto,
Que correndo por uma esquina escura,
Ao olhar para trás,
Avistei minha face de relance.
Quem disse que a reconheci?
Por não saber quem era, soube que era eu.
Nos olhos do outro me enxergo.(?) Não deveria eu estar enxergando os olhos do outro? Enxergando os olhos, enxergaria o outro? O que o outro enxerga em meus olhos? Todos os olhos outros que já enxerguei em mim?
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Na ciranda das letras, rodopia o significado
Palavra solta é perigo para quem lê.
O contexto está em mim.
domingo, 25 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Sou
O que mais posso querer do que exercer instantes? Tentar capturar, absorver cada sorriso, cada pôr de Sol, cada palavra, cada chuva, cada olhar, cada vento, cada lágrima, cada Lua, cada não dito de cada pessoa e cada dito pelo céu.
Desde o senhor que me cumprimenta tão simpaticamente todos os dias com um “bom dia moça”, até aquela criança que passou por mim correndo e me preencheu de alegria naquele momento em que eu estava precisando tanto. Também aquela moça cruzando meu caminho que eu não sei o nome, nem vou saber, mas que o olhar significou tanto naquele ínfimo segundo. Aqueles mal humores identificados em um gesto de mão ao devolver um troco. Aquelas tristezas identificadas em cabeças curvadas e sorrisos forçados. Aquelas esperanças identificadas naquele brilho de ações e dentes lindamente e sinceramente à mostra. Até as extensas conversas que já tive e todo o silêncio que eu já vivi. Todo o momento de um longo abraço. Todo o momento de um curto aceno de cabeça. Pouco muito, muito pouco. Sempre muito. Todo o contato. Do que eu preciso é ser presença.
É tanto inevitável como uma necessidade minha tentar ser captadora de momentos, eles se agarram em mim e não sei o que gritar para fazê-los soltar. E não sei se quero mesmo que soltem por mais que me apertem. E ainda que possam me soltar, as marcas de seus dedos ainda ficarão.
Momentos que em mim se fixam e me ajudam ser. Pessoas que em mim se fixam e me ajudam ser. Histórias que em mim se fixam e se misturam com a minha. Sóis, Luas, ventos, chuvas, frios e calores que comigo caminham.
Sou...
Ou ao menos tento.
Ou ao menos tento.
(eu parei de lutar contra o tempo
ando exercendo instantes
acho que ganhei presença)
Viviane Mosé
quarta-feira, 1 de junho de 2011
De dentro e de fora
No interior da terra, raízes espalham-se, contorcem-se, quebram e muitas vezes acabam esfareladas confundindo-se ao pó. Mas porque é preciso, existem aquelas que mesmo fracas, continuam persistindo e fazendo um extremo esforço para fincar-se e dar sustentação ao que se expõe ao vento, às tempestades, à vida.
Passamos diante de muitas árvores e não consideramos o esforço dessas fracas raízes que lutam com tanto vigor, não as vemos. Notamos a grandeza dos troncos, o espalhar dos galhos, o verde das folhas.
Existe-se para dentro, para se concretizar a existência : para fora.
Passamos diante de muitas árvores e não consideramos o esforço dessas fracas raízes que lutam com tanto vigor, não as vemos. Notamos a grandeza dos troncos, o espalhar dos galhos, o verde das folhas.
Existe-se para dentro, para se concretizar a existência : para fora.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Adeus guarda-chuva
No encontro das palavras, o alívio...
É como aquele frescor das gotas de chuva, o que deixa a grama mais verde.
É como aquele frescor das gotas de chuva, o que deixa a grama mais verde.
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