quarta-feira, 29 de maio de 2013

Mãos de menina

Sentada por dentro.

Embebida daquela mistura de sons tão familiares...
Quantas vezes não esperou ali?
Não se angustiou ou ficou feliz, bem ali, naquela cadeira?

Pouso.

Pelas mãos da menina desconhecida surge o pássaro de papel.
E que voo rápido!
Quanta delicadeza apesar disto!

Largo sorriso.

Quanta alegria um pássaro pode trazer!
Quanta esperança!

Podem não acreditar,
Mas mãos de menina voam alto!

Bastam.

Alcançam.

Tanto, que o pássaro-sorriso continua até hoje.
Gravado no peito.

Brincando...
 Voando na melodia da memória,

De corda em corda:
No cell(o).





segunda-feira, 8 de abril de 2013

O reflexo do menino: o menino do reflexo

Um tanto dissolvido, mas não menos nítido.
Sorriso tímido escondido entre as mãos:
Sol entre nuvens!

olha, esconde, olha, esconde.
ensolarado, nublado, ensolarado, nublado.

Tudo questão de vento.

Movimento.

Metrô à dentro.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Peneira

Ansiosa pelo recebimento,
aguarda em seu lugar.

Finalmente são depositadas:
-vivências
-água
-lugares
-açúcar
-sentimentos

Alheios...

Após remexidos e espremidos
dolosamente com a colher sobram:
Bagaços.
Amargos.

O que passa tem dificuldade,
 porque é cuidadosamente selecionado
Pelos poros.

Mas é doce.

Muito da troca está aí.
No doar e no doer da passagem.

No sabor dessa mistura
É que fico sendo.

E tudo fica pertencendo,
em mim.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Vida-desafio

Do momento que você precisa ser realmente forte.
Aliás, quantos foram sem percepção?

Para cuidar de si, e tentar ser para o outro.
Para lembrar-se da própria dor, sem deixar que ela doa.
Transformar em história, em experiência vivificadora!

Fazer falar quem quer gritar.
Escutar quem quer deixar tudo pra trás.

Para tentar passar vida aos que deram:
Tanta vida!

Das palavras guiadas, imensa gratidão!
Que cada história, cada luta,
Nunca seja em vão.


Somos muito mais força do que podemos pensar ou sentir.

domingo, 6 de janeiro de 2013

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Re(cém)descoberta

Após tantos soterramentos
Tanto entulho...

Arrancando 
os últimos destroços,
Finalmente posso.

Possuo!
Volto a ver!


O que me move

Realmente:
 É o movimento!


sábado, 29 de dezembro de 2012

O que é isso?

Um alienígena com coração! Mas nem parece um coração, parece grama...

- Um coração erva daninha?

(...)